domingo, 16 de janeiro de 2011

Uruguaiana - Cordoba

Hoje cruzamos a ponte internacional às 8 da manhã. Nossa esperança era de que não tivesse ninguém esperando para fazer a imigração. Ledo engano: a fila estava quilométrica, maior que ontem! Fomos até a boca do guichê e perguntamos onde era o guichê de entrada na Argentina. Nisso a gendarme pediu nossos papéis e as carteiras de identidade. Dissemos para ela que não estávamos na fila e sim só querendo informações. Mesmo assim, ela pegou nossos papéis e deu a entrada. Ou seja, furamos uma fila de 200 pessoas (in)voluntariamente! O que impressionou foi a bagunça e o caos que é a aduana. Demos sorte – muita sorte. Depois dessa baita botada nem nos importamos de ficar na fila do posto de gasolina!

Na saída de Libres pegamos a RN 4 até as Cuatro Bocas. Ali um policial muito do simpático nos parou e nos fez comprar um atlas da Argentina com as rutas atualizadas – esse foi o argumento que ele usou para nos “convencer”. Marchamos em 30 pesos. Mas, pelo menos, o atlas parece ser bom!

A viagem foi bem tranquila. Fizemos os 800 km em pouco mais de 10 horas. Tocamos direto até Santa Fe, passando pelo túnel subfluvial que cruza embaixo do Rio Paraná. Como estávamos com fome, paramos em um posto de gasolina logo depois de atravessarmos a cidade de Santa Fe. O posto não podia ser mais simples! Nem nos animamos a abastecer o carro. Mas vimos que tinha uma lanchonete e decidimos entrar. Quando saímos do auto tivemos uma sensação única! Um calorão de 40 graus acompanhado de um vento quente (mas quente!) que te tirava o ar.

Entrada do túnel subfluvial entre as cidades de Parana e Santa Fe.

Pausa dramática: neste momento estamos numa salinha do hostel tomando ‘una Quilmes bien fria’ e o Ipe está tocando violão. Junto tem um cara – achamos que alemão – que parece não estar gostando nada das músicas. E ele manifesta sua insatisfação ora com suspiros ora com pigarros!

Voltando ao calorão... entramos na lanchonete e para nossa supresa tinha ar-condicionado. Comemos 3 empanadas (que pareciam ser de carne) cada um e tomamos uma Fanta bem laranja.

Seguimos para a Ruta. E o vento só aumentando. Um pouco mais adiante o céu começou a mudar de cor, como se um temporal estivesse se armando. E de fato era uma tempestade. Mas não de água. De terra. De se escutar o barulho da terra batendo no carro. E nisso a temperatura baixou de 40 para 26 graus. Passando a chuva de terra caíram uns pingos de água perdidos, quase nada. Já mais perto de Córdoba o tempo melhorou e o sol voltou.

Tempestade de terra.

A chegada em Córdoba foi muito fácil. A moça do GPS é bem orientada. Nos trouxe direitinho até a porta do hostel. Deixamos o carro numa garagem aqui perto, fomos no super e cá estamos. Bebericando umas Quilmes na promoção do happy hour do hostel: 2 litros por 15 pesos. E agora acabamos de encontrar um brasileiro do Recife que mora em Salamanca, na Espanha. Estamos batendo um papo bem legal!

PS: por conta da viagem não pudemos ir a algumas formaturas de pessoas queridas. Carol, Amanda e Torrão, aqui vão as nossas felicitações pelas conquistas! 

4 comentários:

  1. Ola caras-palida... que legar ir acompanhando..
    sempre vibramos com isso que escrevem.
    estamos todos bem, mais descansando do que fazendo turismo, por supuesto..
    continuem assim.. aproveitem, bebam quilmes, conheçam pessoas, caguem para chatos em potencial,
    beijos nossos

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  2. "Comemos 3 empanadas (que pareciam ser de carne)...", hahahaha, demais! Gracias pelas felicitações, na volta comemoramos (na real, é mais um pretexto pra una Quilmes bien fria!).

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  3. Pessoal

    Estou indo, através da mesma rota, a Santiago.
    Gostaria de saber se é necessária habilitação internacional; sabem me informar?
    Obrigado.
    Sds.,

    João A. Krahe

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  4. Oi João,
    a CNH brasileira é suficiente! Não precisa fazer a internacional.

    Abraços

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