quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Córdoba – Mendoza

Só a saída da cidade de Córdoba já foi bem emocionante! A senhora do GPS nos mandou por um caminho totalmente secundário. Demoramos muitíssimo para sair da cidade. Pronto. Já na ruta, começamos a viagem de 590 km até Mendoza. 

Saindo de Córdoba com a vista de Villa Carlos Paz ao fundo

Como a estrada era secundária, e não a convencional até o destino, tivemos dificuldades no trajeto. Passamos por balneários lacustres intensamente movimentados e depois atravessamos a serra de los altos cumbres. Totalmente espetacular o caminho. De um calor de 39 graus saindo de Córdoba, pegamos 21 a 2 mil metros de altitude.

Camino de las altas cumbres


Descemos essa serra e chegamos a cidade de Villa Dolores. As placas de indicação eram escassas e estávamos ressabiados com o GPS. O mapa é que nos deixava confiantes de que estávamos no caminho certo. Nisso, a estrada passou por várias cidades pequenas.

A paisagem então foi mudando. Já dirigíamos há 4 horas. Eis que surge uma placa indicando que havíamos andado 180 e poucos quilômetros até o momento. Teve gente (que usa cavanhaque) que entrou em parafuso. E havia todo o deserto pela frente até Mendoza. Uns 400 km. No entanto a viagem rendeu. A primeira placa indicando a distância até Mendoza só apareceu faltando 150 km para a chegada. Até então só nos guiamos por cidades secundárias.

A cruzada do deserto foi bem interessante. É uma região chamada de “Parque Nacional Sierra de las Quijadas”. Não havia casas, cidades, nada. Passamos por alguns cabritos, no máximo. Vez ou outra, a cada 15 km, passava um carro no sentido contrário. Depois de andarmos uns 50 km, eis que aparece uma placa: atenção – sem postos de gasolina nos próximos 190 km.

Cruzando o Parque Nacional Sierra de las Quijadas

Chegando em Mendoza, nos demos conta do porquê essa estrada é tão deserta quanto a região que atravessa: o trajeto é totalmente desgastante. Se passa por um deserto de 400 km e depois uma serra (no sentido Mendoza- Córdoba). Existe uma outra estrada que é a principal. É por ela que voltaremos do Chile. Mas no fim das contas, concluímos que valeu a pena decidir por esse caminho, uma vez que cruzamos duas paisagens exuberantes e totalmente opostas.

Um comentário: