A viagem de 800 km entre San Luis e Buenos Aires foi bem longa e cansativa. Quase todo o caminho foi em pista simples e bem movimentada, com muitos caminhões. Pegamos autopista só na província de San Luis e nos últimos 60 km, já em Buenos Aires. Demoramos dez horas e pagamos oito pedágios!
Chegamos direto no Kaixo Hostel Central, que é onde o Sapo trabalha e mora. E a Sophia (moça do GPS) nos trouxe direitinho. O hostel é bem legal e ajeitado. E o Sapo continua a parceria de sempre! Tomamos Quilmes bien frias e colocamos as histórias em dia.
Em breve postaremos fotos.
Beijos
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Santiago – San Luis
A viagem ontem foi muito fácil. Vários trechos de autopista, fluindo bem. E a aduana – que na entrada no Chile demorou mais de hora e meia – não tardou mais do que trinta minutos. Já na Argentina, quase chegando em Penitentes, paramos no Cemitério dos Andinistas. Um pouco chocante. Eram, no mínimo, umas cinquenta covas e em algumas delas tinham as botas ou outros objetos pessoais dos montanhistas. Algumas botas estavam quase novas.
Seguimos até a cidadezinha de Uspallata e de lá pegamos a RN7, que é a estrada nova entre Mendoza e a fronteira com o Chile. Na ida fizemos este caminho pelas curvas de Villavicencio, lembram? Depois de fazermos esses dois caminhos e de andarmos no lado chileno da cordilheira, concluímos que o lado argentino é muito mais lindo e interessante.
| Potrerillos |
| Última neve |
Chegamos cedo em San Luis. Às cinco da tarde já estávamos instalados em um hotel e tomando banho de piscina. Que chique! A cidade nos lembrou muito Uruguaiana. Ruas largas, avenida principal com canteiro no meio, uma praça lotada de gente no fim da tarde – e um calorão.
| Praça de San Luis |
Quando anoiteceu fomos numa parrilla. Comemos um assado de tira delicioso e tomamos a cerveja mais quente da viagem.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Santiago
Ontem foi o dia de “turistear” na capital chilena! Depois de um café da manhã muito do pobrinho (oferecido pelo hostel), saímos para ver a troca da guarda no Palácio do Governo. Pelo número de pessoas que juntou, com certeza esta é uma das atrações turísticas de Santiago. E ali já começamos a escutar um idioma familiar... brasileiros por todos os lados. A troca da guarda começou às 10 da manhã em ponto. Uma banda militar tocou umas músicas e os milicos fizeram a função toda. Depois de meia hora fomos embora, pois já não aguentávamos mais ficar com a cabeça (e os ombros) no sol.
De lá caminhamos até o Cerro Santa Lucía, que fica bem no centro da cidade. Subimos a pé, pois eram só uns 70 metros de altura, por estradinhas rodeadas de mato. No topo tem uma praça muito simpática, onde ficamos sentados um tempão, aproveitando o ar fresco que corria.
| Felipe bem na sombra |
Da parte mais alta do cerro tínhamos uma visão de toda a cidade. E dos Andes! Uma pena que a visibilidade não estava 100% mas, mesmo assim, deu para ver as montanhas.
| Com muita vontade, dá para ver os Andes |
Já eram mais de mais de meio dia quando começamos a ficar com fome. Então o Felipe fala: bem que podia aparecer um KFC. É um fast-food americano que vende lanches feitos com galinha – hamburguers, nuggets, coxinhas. É muito bom e barato! Era o que mais comíamos em Berlin. E nunca tínhamos visto um por essas bandas. Eis que, cinco minutos depois dele falar aquela frase, surge um KFC. Saímos de lá empachados.
Fomos então ao Cerro San Cristóbal. Essa bem maior que o Santa Lucía, por isso subimos de Funicular. Lá de cima a vista da cidade era ainda mais linda. E, como estávamos a uns 300 metros de altura, os Andes pareciam estar mais pertinho. Ficamos mais um tempão sentados olhando a cidade e nos resfrescando.
| Vista do Cerro San Cristóbal |
| Descendo de Funicular |
Mas nessa brincadeira toda já havíamos caminhado por 6 horas, num calor de 37 graus.
| Um dos prédios do centro |
Resolvemos visitar a Casa da Moeda e voltar para o hostel. Chegando lá, demos de cara na porta, pois as visitas estão suspensas até março. Mais 45 minutos caminhando até o hostel. Preparamos sanduíches para a viagem até San Luis, jogamos ping-pong e descansamos.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Viña - Santiago
Hoje foi o dia de nos despedirmos do Patricio, do Kevin e da Amy. Após cinco noites em Viña del Mar, saímos para Santiago pelas onze da manhã. A estadia em Viña foi muito muito boa! Tanto pela praia - que é linda - quanto pelo Hostel Little Castle - que é inacreditavelmente acolhedor.
| Kevin, Amy, Flavia e Felipe |
A estrada até Santiago era como a free-way, cara em pedágios mas bem estruturada. A Sophia (a moça do GPS) fez quase um bom trabalho. Errou na última quadra antes de chegarmos no hostel. Nada que o "aspira" Felipe não desse jeito. O hostel é tri bom! Tem um pátio arborizado bem grande, com várias mesinhas espalhadas e uma mesa de ping-pong. Nada mais normal, já que este esporte é muito popular aqui no Chile.
Deixamos as tralhas no quarto e saímos para comer. Nosso destino era o Mercado Central. No caminho passamos pelo centro da cidade, onde estão alguns prédios importantes - Palácio do Governo, Plaza de Armas e Catedral. A cidade pareceu bem segura, limpa e bem verde. Ou seja, nos agradamos!
| Palácio do Governo |
| Plaza de las Armas |
Chegando no Mercado Central compramos muitas cerejas por R$ 2,50. Estavam deliciosas! De almoço comemos frutos do mar: uma merlusa e machas a la parmeziana (uns bichinhos rosas que vem dentro de conchas, bem parecidos com mexilhões). Nos empachamos. E na rua faziam 34 graus.
| Mercado Central |
Já eram duas e meia da tarde, então voltamos até o hostel, pois não conseguíamos nem pensar direito. À tardinha fomos até o super comprar mantimentos. Para chegarmos até lá, atravessamos a Praça Brasil, onde tinha uma placa em homenagem ao Tom Jobim.
| Plaza Brasil |
Voltamos até o hostel, jogamos ping-pong até suarmos e cá estamos tomando uma cervejinha! E planejando o dia de amanhã.
Último dia de veraneio em Viña del Mar
Ontem amanhecemos preguiçosamente (como tem sido costumeiro por aqui), fizemos burocracias de manhã, almoçamos (o resto das comidas mexicanas) e saímos para a praia.
| Relógio de flores |
Mas dessa vez tínhamos companhia: Kevin e Amy foram conosco. E o destino não era Reñaca, mas Con-Con. O caminho até essa praia era belíssimo, mas a praia em si era ruim. Voltamos para a mais que garantida Reñaca.
Ficamos lá no point dos surfistas bonitões e das bonitonas. O dia estava relindo e quente, daí nos animamos a entrar no mar. Pensamos que nos arrependeríamos se não entrássemos e, então, criamos coragem. E foi tri bom! Depois da primeira mergulhada, a água ficava até boazinha (numa dessas até a Pinga se animaria). Depois, Felipe e Kevin tomaram cerveja num bar magnata ali na praia e Flavia e Amy ficaram fritando no sol. Foi muito legal!
Voltamos para o Hostel ainda dia alto, pois queríamos dar uma banda pela cidade. Banhados, saímos para o Parque Quinta Vergara. Por ali também tinha uma feira internacional de artesanato. Para não deixar passar, compramos pratinhos e copos de barro feitos por uma tribo chilena. Tem que ver a humildade do tiozinho que vendia as coisas nos contando sobre a tribo. Muito massa!
De lá fomos comer pescado. Patrício, o dono do hostel, nos indicou o tal Malevaje. Felipe comeu um Congrio e Flavia uma Reineta. Tomamos um vinho Sauvignon Blanc e tudo estava “epetacular” (como diria Henrique Luce)!
| Reineta no Malejave |
Comida Mexicana no Hostel
Passamos a terça-feira na praia. Fomos a Reñaca, para variar. A partir das 14 da tarde o dia limpa e a praia lota. Ficamos lá tomando mate e a Flavia tostando no sol. Comemos empanadas e voltamos para a janta.
Um casal americano resolveu fazer comida mexicana no hostel. Compraram, prepararam e serviram tudo. Profissionalismo total. Na verdade eram os tais de “burritos” ou “tacos”. Consiste num pão tipo o árabe que tu escolhe o que por dentro. A questão era que até arroz e feijão tinha para por dentro! Hahaha. Eram umas 10 possibilidades de coisas para rechear. Tri bom. Eles convidaram todo o pessoal do Hostel e ficamos num pátio ao ar livre jantando. Qualidade pura. O Kevin e a Amy (o tal casal) são muito gente fina.
| O banquete mexicano |
| Quase todos, no terraço |
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Banho no Pacífico
Rapidamente, antes de sair para uma última passeada por Viña, deixaremos esse vídeo comprovando o banho (de gato) no Pacífico. A Flavia não aparece no vídeo, mas também entrou no mar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Aposta
Eaí, turma...
A brincadeira funciona da seguinte forma: vocês tem que tentar acertar quantas visualizações o blog vai ter dia 3 de fevereiro (quando chegarmos de BsAs em Uruguaiana). Quem chegar mais perto do número real, ganha uma garrafa de vinho ou champagne que escolheremos (não vai ser Gotas de Cristal, não se preocupem). Cada pessoa só pode postar um número, óbvio. A aposta tem que ser feita no próprio blog. Em qualquer parte dos comentários.
O prêmio será entregue entre 3 e 7 de fevereiro.
Um beijo.
Dia de veraneio
Ontem foi um dia comum de veraneio. Fomos pegar praia em Reñaca, no tal posto 4 onde nos indicaram. Praia muitíssimo bem frequentada, diga-se de passagem. Nos dois aspectos: masculino e feminino. Ficamos lá a tarde inteira vendo o movimento.
As ondas eram enormes e os salva-vidas tiveram muito trabalho com os argentino que insistiam em se atirar no mar. E dê-lhe apitaço.
Na volta para o hostel paramos para comer empanadas. Três de mariscos, duas de queijo e uma de pino (a tradicional daqui - uma espécie de carne com cebola e molho). Eram deliciosas! Por sugestão do Sapo, de noite fomos ao Café Journal. Ele nos pediu para verificar se não haviam feito um busto dele na frente do lugar (imagina o que ele não deve ter abalado por lá!).
| Esse com alça era o copo da Flavia |
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Valparaiso e Reñaca
O dia ontem amanheceu nublado. Seguimos, então, a dica do Patrício (o dono do hostel - um querido!) e fomos para Valparaiso. Ele disse que era o melhor dia para irmos, pois domingo de manhã o pessoal mais barra pesada da cidade estava dormindo, já que tinham ficado até altas da madrugada acordados bebendo. Pegamos o auto e fomos até casa onde viveu Pablo Neruda. A propriedade se chamada La Sebastiana (Fred e Kid, nos lembramos da cerveja!!) e hoje funciona como um museu.
| A casa-museu |
Demos umas bandas pelos morros de Valparaiso. A impressão que dá é que a cidade é uma grande favela. Os morros são tapados de casinhas antigas e mal conservadas. Acho que a falta de sol colaborou um pouco para essa sensação que tivemos.
| Valparaiso vista da La Sebastiana |
Na chegada em Viña o sol começou a sair! Mass ainda estava friozinho. Caminhamos um pouco no Cerro Castillo e fomos até a beira dar praia dar uma conferida na situação.
Seguindo as dicas da Tia Bia e dos guris (Jonas, Fred, Sapo e Jacques) nos fomos para Reñaca - uma praia do lado aqui de Viña. De cadeiras e caixa térmica em punho! Farofada era o nome da brincadeira. Sentamos debaixo de um guarda-sol e lá ficamos por horas. Tentamos entrar no mar. Impossível. Inclusive é proibido entrar no mar. Um fiscal fica apitando a cada vez que alguém entra mais que tendo água pelos joelhos. É a água mais fria que se possa imaginar. A temperatura dela deve ser uns 10 graus. Quando dava calor era só chegar perto da beira do mar que já era o suficiente. Se molhássemos os pés tínhamos que ficar no sol, para descongelar. Parece exagero, mas juramos que não é. As ondas eram bem violentas e o mar parecia ser fundo logo na beirinha.
| Branquelo só no guarda-sol |
O ritmo da praia é diferente aqui. Como o sol se põe no mar, e é dia até tarde, as pessoas só chegam na praia pelas 4 da tarde.
| Essa onda batia forte nos pés, derrubava a gurizada e esse era o banho de mar. |
Já de noite, jantamos no hostel e ficamos conversando com uma turma bem agradável por aqui. Uma canadense maluca que subiu o Aconcágua esses dias e um casal de americanos muito simpáticos.
| Flavinha se desenrolando no Ingrês. |
domingo, 23 de janeiro de 2011
Licença poética
Agradeçemos a todos que não nos julgaram energúmenos até agora pelos erros de português que cometemos. Estamos escrevendo em um computador pequeno e geralmente nao ficamos corrigindo ou procurando problemas no texto. Um beijo.
3 minutos viajando conosco
O vídeo está meio mal filmado, mas dá pra ter uma ideia das 28 curvas em Portillo. A trilha sonora salva.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Chegada em Viña del Mar
Estamos em Viña del Mar! O dia hoje foi muito tranquilo. Tomamos café da manhã no refúgio e saímos perto das 10 em direção à fronteira Argentina-Chile. Cruzamos o túnel Cristo Redentor - 3 km de extensão a 3000 metros de altitude - e chegamos ao Chile, direto na aduana. Demoramos mais de uma hora e meia para fazer todos os trâmites alfandegários. Meio chato.
Saindo dali chegamos nas 28 curvas, onde fica a estação de esqui de Portillo. As curvas são bem acentuadas, absurdamente fechadas e se faz elas a 20 km/h. Como não conseguimos tirar fotos que mostrassem bem o caminho, vamos tentar postar um vídeo de 3 minutos para dar uma ideia da estrada.
Daí em diante o caminho até Viña foi um pouco cansativo. A estrada passava no meio de várias cidadezinhas - o que amarrou muito a viagem. Ao redor de 4 da tarde chegamos em Viña. Conhecemos o hostel, que por sinal é muito massa, e fomos dar um passeio pelo calçadão e fazer a segunda refeição do dia.
A cidade é bem agitada e lembra um pouco Punta del Este. Como existe um turismo meio magnata, os preços aqui são menos atrativos. Caminhamos de volta até o hostel e exploramos um pouco a região ao redor, para nos localizarmos.
| No terraço do hostel |
Amanhã molharemos ao menos os pés no Pacífico!
Cruzada da Cordilheira: de Mendoza à fronteira com o Chile
Vai ser muito difícil escrever sobre o dia de hoje. Foram emoções muito intensas, paisagens inacreditáveis e lugares inesperados. Mas vamos nos esforçar para tentar passar um pouco disso tudo. Postaremos mais fotos do que textos, pois o dia foi totalmente visual.
Acordamos cedinho. As 8 da manhã já estávamos saindo de Mendoza pela RP52 em direção às curvas de Villavicencio – o caminho das 365 curvas. No começo a estrada era uma reta gigante, um sentadão, que terminou quando começou a pré-cordilheira. Nisso apareceu uma plaquinha: início do caminho sinuoso.
| Pré-Cordilheira |
Do nada, as montanhas começaram a crescer, as curvas ficaram mais acentuadas e as pendentes cada vez maiores. Fizemos menos de 100 km em mais de três horas e subimos até 3 mil metros de altitude. Daí começamos a descer.
| Curvas de Villavicencio - 2000 metros |
| Algumas das curvas |
| Após as 365 curvas, na região 'plana', apareceram as lhamas |
Do outro lado destas montanhas está a cidade de Uspallata, onde a RP52 se encontra com RN7. Pegamos, então, esta ruta para o oeste, onde tem vários pontos turísticos.
Nossa primeira parada foi na estação de esqui de Los Penitentes. É engraçado ver uma estação de esqui no verão. Como o cerro está completamente sem neve, fica difícil de saber quais baixadas são as pistas. Mas acho que deu para identificar umas três pistas e um caminito – ou não! As cadeirinhas que levam até a primeira pista estavam abertas, mas não subimos, pois achamos que a pouca altura não valia os 35 pesos que cobraram por pessoa.
A estação em si é bem diferente do que estamos acostumados. A RN7 passa no meio dela. De um lado está o cerro ‘esquiável’ e do outro uma montanha muito linda! Cheia de rochas de vários formatos e cores. Dos dois lados tem hotéis e restaurantes - quase todos fechados e vazios. Com exceção de dois: um hotel e um refúgio. Escolhemos este último para passar a noite de hoje.
Com o lugar do pouso já decidido, seguimos para Puente del Inca. Um outro vilarejo a 10 km de Penitentes formado por não mais que 10 casas e pousadas e uma feirinha de artesãos. Mas o ponto alto do lugar é uma ponte natural formada por rochas que passa por cima do rio Mendoza. Neste mesmo lugar estão as ruínas de um antigo hotel termal. Ainda dá para ver as águas que vertem das rochas. É sensacional!
| Puente del Inca |
| Ventinho clássico da região |
Andamos menos de 10 km e chegamos ao Parque Provincial Aconcágua. Pagamos 10 pesos cada um e entramos no parque para fazer a caminhada básica - uns 40 minutos, contando as muitas paradas para fotos.
A caminhada é feita no vale de uma antiga geleira, onde hoje corre o rio Horcones. Há montanhas para todos os lados e é por este trajeto que os andinistas começam as suas caminhadas. São mais de 4 mil pessoas que sobem o Aconcágua por ano. Foi muito tri passar por vários montanhistas profissionais com suas enormes mochilas e caminhando com bastões pelas rotas do parque. A sensação de estar no meio dos Andes é quase indescritível! Nos sentimos uns ‘nadas’ no meio de toda aquela imensidão.
| Ermitão |
Não conseguimos ver o Aconcágua, pois ele estava coberto de nuvens. Uma pena.
Achamos que as emoções fortes tinham terminado. Resolvemos conhecer o Cristo Redentor de los Andes - uma estátua que demarca a fronteira entre Argentina e Chile. Só não sabíamos que ele ficava a 4 mil metros de altitude. Haja suspiros! Pegamos a estradinha de chão e o Cristo ficava no alto de um daqueles paredões que víamos do vale (onde fica a estrada).
A estradinha simplesmente não parava de serpentear morro acima. Já estávamos na altura das neves e nada do cristo aparecer. Cristo!! Nisso, teve gente (Felipe) que começou a agoniar profundamente. Não podia olhar para baixo. Ainda bem, pois era ele que estava dirigindo. Chegamos lá em cima e o termômetro do carro marcava 10 graus. Ao ar livre tinha um vento muito forte. Sensação térmica perto do zero, tranquilamente. Era difícil até de respirar. Mas valeu a pena toda a adrenalina da subida.
| Felipe de sorriso congelado a 4000 metros de altitude |
Eram quatro da tarde, estávamos cansados e resolvemos voltar para Penitentes. Fomos para o refúgio já contatado antes. Descobrimos que é um local dedicado à logística de expedições ao Aconcágua. E cá estamos! Os donos são muito legais e o lugar é uma graça! E o melhor de tudo é que na diária está incluída a janta e o café da manhã. O lugar no inverno é voltado aos esquiadores e no verão aos andinistas. Já tomamos mate, cerveja e banho!
| Refúgio Cruz de Caña |
A noite em Penitentes foi totalmente especial. A janta estava boa e o quarto era bem quentinho! No outro dia de manhã tomamos o café do refúgio e partimos pro Chile. Fica a dica: www.lanko.com.ar - é o site do dono do lugar e chefe de expedições ao Aconcágua. Se alguém se agradar da idéia (viu, Mecânico!), vale a pena!
ps: um agradecimento especial ao Marcelito pelas dicas dessas bandas! Sabe tudo!
Beijos a todos!
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